Para especialista, mudanças irão possibilitar o acesso de um número bem maior de famílias ao sonho da casa própria
Mais de seis milhões de famílias brasileiras ainda não têm a casa própria, segundo dados da Câmara Brasileira de Habitação - CBIC. As mudanças do Minha Casa Minha Vida anunciadas pelo governo federal no último dia 6 de fevereiro darão acesso a mais pessoas a alcançar este patrimônio. Esta é a opinião do especialista Anderson Andreolli, responsável pelo atendimento aos imóveis econômicos na URBS RT Lançamentos Imobiliários. “Esse aumento trouxe mais famílias da classe econômica para serem beneficiadas com os juros menores”, considera. Ele lembra que ela também corrige o poder de compra do brasileiro corroído nos últimos anos. “Foi uma justa inclusão”, arremata. Em sua avaliação, uma das principais alterações foi a ampliação da renda da Faixa 2, que dá acesso a compra de imóvel de valor até R$ 180 mil na Capital, e R$ 170 mil nos demais municípios goianos. Agora, renda do consumidor desta faixa pode ir até R$ 6500. Antes era apenas R$ 4 mil. “O mesmo benefício se aplica para as demais faixas. Mas é preciso aguardar o próximo passo do governo, que é a implementação dessas medidas na prática”, diz. Graças a subsídios e taxas de juros mais baixas, o MCMV vem proporcionando a casa própria a pessoas de menor renda e também ajudando os mais jovens a alcançar seus objetivos de vida mais rapidamente. É o caso da advogada Pâmela Rúbia Ferreira, de 27 anos, e do auxiliar de contabilidade Elias, de 28 anos. Eles acabaram de adquirir um apartamento no Residencial Jardim Imperial, em Aparecida de Goiânia. “Adiamos nosso casamento para aguardar receber as chaves do apartamento”, diz. Diferente, ela comenta, foi a realidade de seus pais, que não tiveram na época do casamento a mesma oportunidade para conseguir começar a vida em algo que era deles. “Se não fosse o subsídio e os juros do programa, não teríamos conseguido”, diz.
Confira as alterações anunciadas:
Faixa 1: para famílias com renda mensal de até R$ 1,8 mil (não houve alteração);
-Faixa 1,5: limite de renda mensal passa de R$ 2.350 para R$ 2,6 mil;
-Faixa 2: limite de renda mensal passa de R$ 3,6 mil para R$ 4 mil;
Faixa 3: limite de renda mensal passa de R$ 6,5 mil para R$ 9 mil. O Ministério das Cidades informou que a taxa de juros da faixa 1,5 fica mantida em 5% ao ano. Na faixa 2, os juros cobrados continuam variando de 5,5% a 7% ao ano. Na faixa 3, para renda de R$ 4 mil até R$ 7 mil mensais, a taxa cobrada se mantém em 8,16%. Já para a renda familiar entre R$ 7 mil e R$ 9 mil, os juros sobem para 9,16% ao ano. As famílias que se enquadram nas faixas 1,5 e 2 têm direito a subsídio do governo para a compra do imóvel, além de financiamento com taxa de juros abaixo da praticada no mercado. Já a faixa 3 prevê o financiamento com recursos do FGTS com taxas abaixo do mercado. De acordo com o Ministério das Cidades, o valor do subsídio dado na faixa 1,5 vai subir de R$ 45 mil para R$ 47.500 e, na faixa 2, de R$ 27.500 para R$ 29 mil.
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