Arquitetos de Goiânia decidiram criar projetos de prédios com plantas diferentes para cada apartamento, permitindo que família com todos os tipos de perfis possam dividir um mesmo endereço. Em um endereço no Setor Bueno, os tamanhos dos imóveis de um mesmo empreendimento variam entre 66 m² e 217 m², se adequando a “todas as realidades”.
De acordo com a incorporadora responsável, cada apartamento atende a um tipo diferente de cliente: famílias sem filhos, quem quer morar sozinho, avós que já não precisam mais de tanto espaço, o jovem que quer receber amigos e também a casais com dependentes que já saíram de casa, por exemplo.
“Os novos projetos estão se ajustando a isso, para atender necessidades de espaço diferentes, mas dentro de um mesmo padrão arquitetônico”, define o autor do projeto do Bueno, o arquiteto Alexandre Leite.
Dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), mostrando mudanças nos perfis das famílias, colaboraram para as novas tendências. De acordo com o órgão, entre 2005 e 2015, considerando as categorias de “arranjos familiares”, as que mais tiveram aumento foram as de casais sem filhos ou de quem mora sozinho.
Em uma década, o percentual de casais sem filhos saltou de 15,2% para 19% e a quantidade de pessoas que vivem só passou de 10,4% para 14,6%, afirma o IBGE. A predominância ainda é de famílias tradicionais, formadas por casais com filhos. Eles representam 42,3% dos agrupamentos familiares, segundo o instituto.
O especialista imobiliário Ricardo Teixeira afirma que hoje os clientes têm perfis mais heterogêneos "Estamos atendendo a necessidade de um público que hoje é diversificado [...]. A demanda de famílias que não tem filhos e de clientes que moram sozinhos cresceu, assim como houve a cultura de morar em apartamento que preza a qualidade de vida, segurança e a localização centralizada.”.
A empresária Gisleide Prates é casada e conta que gostou da aposta do mercado em pensar em espaços diferenciados para cada tipo de família.
"Inicialmente ao visitar o stand de vendas minha intenção era comprar um imóvel para investir, mas, quando conheci o empreendimento e vi projeto, mudei os planos e quis o imóvel para morar. Sou casada e ainda não tenho filhos, então atendeu minha necessidade, associando com um valor melhor, qualidade de acabamento e boa localização me interessei bastante.”
“Achei interessante, pois, além de atender uma família com filho,s atende também um casal que não tem filho, como eu, e alguém que mora sozinho”, afirma a empresária.
“Os novos projetos estão se ajustando a isso, para atender necessidades de espaço difer2entes, mas dentro de um mesmo padrão arquitetônico”, completou o arquiteto Alexandre Leite.
Fonte: G1 Goiás
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