O Comitê de Política Monetária (Copom) voltou a expressar sua preocupação com as expectativas de inflação, mas deixou de apontar ?piora? na percepção dos agentes financeiros, como fez na reunião de agosto. A informação consta da ata divulgada nesta quinta-feira referente ao encontro realizado na semana passada. De qualquer forma, o colegiado aponta que a inflação ainda mostra resistência e reafirma, pela terceira ata consecutiva, que ?entende ser apropriada a continuidade do ritmo de ajuste das condições monetárias ora em curso?. Os ajustes mínimos no documento, em relação à ata da reunião de agosto, sinalizam uma possível continuidade do ritmo de aperto monetário em 0,5 ponto percentual na reunião de novembro. O BC destaca que a demanda doméstica deve ser robusta, especialmente o consumo das famílias, devido ao crescimento da renda e a um aumento moderado do crédito. Isso, junto com a retomada dos investimentos, deve contribuir para que o ritmo da atividade econômica brasileira seja mais intenso neste ano e em 2014 e, dessa forma, pode pressionar os preços. No lado do crédito, porém, o colegiado mantém a projeção de trabalho de expansão moderada e diz considerar oportunas as iniciativas no sentido de moderar concessões de subsídios por intermédio dessas operações. O Copom alerta ainda para um risco significativo "na possibilidade de concessão de aumentos de salários incompatíveis com o crescimento da produtividade e suas repercussões negativas sobre a inflação". A estreita margem de ociosidade do mercado de trabalho continua sendo vista como fonte de pressão inflacionária de custo. Diante desse conjunto de elementos, o comitê reforçou a necessidade de manter uma posição vigilante na condução da política monetária.(Fonte: Valor Econômico)
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