As persistentes dúvidas sobre a disposição do governo em promover um choque de credibilidade voltam a pesar sobre os ativos domésticos, especialmente após a divulgação da ata da última reunião do Copom, que frustrou expectativas de um tom mais duro contra a inflação. De acordo com analistas, o principal tópico do documento foi a sinalização de que a desvalorização da taxa de câmbio orientou a inesperada alta da Selic na semana passada. Ainda assim, não se viram na ata elementos que sugerissem um ciclo de aperto monetário mais vigoroso, o que para o mercado poderia soar como uma tentativa de reconquista da credibilidade perdida. No mercado de câmbio, o dólar sustenta uma forte alta ante o real e já superou a marca de R$ 2,55, próximo dos maiores patamares em quase seis anos. Operadores comentam que a demanda comprada tem vindo sobretudo de estrangeiros, em parte pela leitura de que o eventual ciclo de aperto monetário a ser promovido pelo Banco Central pode ser menos intenso e duradouro que o imaginado, o que reduziria a vantagem de se aplicar em reais. (Fonte: Valor Econômico)
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