A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) avalia anualmente 35 empresas de grande porte do setor de distribuição de energia no País. A Celg Distribuição (Celg D) foi considerada a pior empresa entre todas avaliadas, com menor qualidade do serviço. Nos últimos anos, vem crescendo o número de horas que o consumidor ficou sem energia elétrica. Foi de 26,3 vezes a freqüência média de cortes de energia por consumidor; de 40,03 horas o tempo que cada consumidor ficou sem energia em Goiás, em 2013; e de R$ 55,7 milhões o gasto da Celg, em 2013, para ressarcir consumidores por conta de apagões. Foi assim que, ainda sem a concretização do acordo com a Eletrobras e, consequentemente, sem os investimentos necessários, a Celg D alcançou o posto de pior distribuidora de energia do País. A avaliação refere-se ao ano de 2013 e tem como base o indicador de Desempenho Global de Continuidade (DGC), que leva em conta o número de horas que o consumidor ficou sem energia elétrica e a frequência de interrupções. No ranking de 2012 da Aneel, a Celg era a segunda pior do País ? só ficava à frente da Celpa, no Pará, que agora conseguiu subir duas posições. Em 2011, a companhia goiana aparecia em 28° lugar entre 33 grandes distribuidoras avaliadas. Presidente da CelgPar, Fernando Navarrete diz que a holding vê com preocupação o resultado do levantamento da Aneel e lamenta a demora na liberação de R$ 1,9 bilhão de empréstimo para liquidar dívidas da companhia e permitir investimentos. Um dos representantes do governo estadual nas reuniões técnicas sobre a operação com a Eletrobras, Navarrete joga a responsabilidade sobre a piora do serviço para o comando da companhia, indicado pela estatal federal. Segundo Navarrete, o governo federal condiciona a liberação do R$ 1,9 bilhão à transferência oficial de 51% das ações para a Eletrobras. ?É uma operação que não envolve garantias da Eletrobras, portanto, não deveria haver essa vinculação. A transferência das ações demanda ainda alguns meses. O tempo da Celg D (pela necessidade de investimentos) é ontem?, afirma. (Fonte: O Popular)
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