A profunda recessão econômica e o contínuo processo de arrefecimento da inflação permitiriam ao Banco Central (BC) cortar os juros em mais de um ponto percentual na reunião do Comitê de Política Monetária (Copom) que começa amanhã e termina na quarta-feira, avaliam economistas. Mas, apesar das condições macroeconômicas favoráveis para acelerar a redução da taxa básica de juros (Selic), atualmente em 12,25%, os mesmos especialistas avaliam que a equipe de Ilan Goldfajn será cautelosa, diante do quadro político conturbado e das tensões mundiais. No mercado, o resultado do Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) de março, que cravou alta de 0,25% — abaixo do 0,28% projetado pela diretoria do BC no Relatório Trimestral de Inflação (RTI) —, reforçou o discurso de quem espera uma atuação mais agressiva da autoridade monetária para reduzir os juros. Esse desempenho levou a inflação do primeiro trimestre, de 0,96%, ao menor nível desde o início do Plano Real, em 1994. (Fonte: Correio Braziliense)
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