A decisão do Banco Central de acelerar o ritmo de corte de juro para 0,75 ponto percentual na reunião de janeiro foi um movimento de “antecipação do ciclo de distensão da política monetária” que permite “contribuir desde já para o processo de estabilização e posterior retomada da atividade econômica, sem que isso exigisse desvio em relação em relação ao objetivo de levar a inflação para a meta de 4,5% em 2017 e 2018”. O corte veio acima do esperado pela maior parte dos analistas de mercado, que trabalhavam com uma redução de 0,5 ponto. Na ata do encontro, apresentada nesta terça-feira, o Comitê de Política Monetária (Copom) explicou que tal possibilidade chegou a ser avaliada, mas as condições para um corte maior, trazendo a Selic para 13%, já estavam presentes “em função do processo de desinflação mais disseminada e atividade econômica aquém do esperado, em ambiente com expectativas de inflação ancoradas”. “Os membros do Copom concordaram que, com expectativas de inflação ancoradas, e projeções de inflação na meta para 2018 e marginalmente abaixo da meta para 2017, o desempenho da atividade econômica recomenda a antecipação do ciclo de distensão da política monetária. Essa estratégia permite contribuir para o processo de estabilização posterior retomada da atividade econômica, sem que se desvie dos objetivos de levar a inflação para a meta de 4,5% em 2017 e 2018.” (Fonte: Valor Econômico)
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