A assessora do Grupo de Trabalho de Acessibilidade e Mobilidade Urbana do Conselho Regional de Engenharia e Agronomia de Goiás (Crea-GO), Luciana Joyce Hamer, avalia como crítica e caótica a situação das calçadas de Goiânia. A arquiteta e também engenheira de segurança relata que, há tempos, a entidade tem tentado uniformizar o parâmetro de calçadas em Goiânia, por meio de reuniões com os órgãos competentes. Ela observou que não existia sequer um discurso unificado entre eles e as divergências atrapalhavam na hora de dialogar e realizar ações conjuntas. No ano passado, o Conselho elaborou o Manual da Calçada Sustentável, que traz medidas e exemplos, baseado, além da necessidade de mobilidade, também na urgência de aumentar a permeabilidade do solo, garantir a chegada da água da chuva até o lençol freático e minimizar o impacto das enchentes. Para o Crea-GO, uma calçada deve ter três faixas: a de serviço, que fica junto ao meio-fio e destinada ao mobiliário urbano; a livre, que deve ter um metro e meio e ser exclusiva para uso dos pedestres, e a de faixa de acesso, situada junto ao imóvel. Luciana lembra ainda da necessidade de adequar a vegetação urbana ao contexto das cidades. ?Não dá para colocar árvores com raízes profundas e que necessitam de muita água para sobreviver. Mais cedo ou mais tarde, com um modelo de calçada impermeável, elas vão buscar por água e vão quebrar todo o concreto?, explica. Ela acredita que tem grande chances de a Prefeitura de Goiânia adotar o modelo criado pelo Crea-GO como o padrão a ser aplicado na cidade, assim como ocorreu no Corredor Universitário na Rua 10. (Fonte: O Popular)
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