Em carta à Presidente da República, Dilma Rousseff, com cópias para os ministros da Fazenda, Casa Civil, Planejamento, Orçamento e Gestão e Cidades, e para o presidente da Caixa Econômica Federal, o presidente da CBIC, Paulo Safady Simão, expõe a preocupação da entidade com fatos que vêm ocorrendo ultimamente relacionados ao programa Minha Casa, Minha Vida. A principal preocupação são os repetidos atrasos no pagamento de faturas, especialmente na Faixa 1 do programa, o que já submete inúmeras empresas, na maioria de pequeno e médio porte, ao risco da insolvência. ?O programa MCMV sempre teve, dentre as suas virtudes, a atratividade do pronto pagamento das faturas, responsável, inclusive, pela grande aceitação do programa por parte dos empresários que se prepararam adequadamente, compraram equipamentos, investiram em processos inovadores, empregaram números recordes de trabalhadores e capacitaram esses profissionais para atuarem em um mercado cada vez mais qualificado?, comenta Paulo Simão, ponderando que ?as promessas de que o acerto das faturas se dará no começo do próximo mês não atenuam a aflição dos empresários, que colocam em dúvida a regularização dos pagamentos ao longo dos próximos meses.? A carta do presidente da CBIC à presidente Dilma reporta-se também à terceira fase do programa MCMV, ?cujo planejamento sequer teve início, e que é vital para que as empresas se programem para os anos seguintes?, observando que o desenvolvimento de um projeto com essa magnitude consome alguns anos desde sua concepção e planejamento até a entrega final dos imóveis. E conclui: ?O atraso na formulação da próxima etapa pode determinar a desmobilização da maioria das empresas envolvidas, trazendo como resultado consequências danosas para todos. Diante do exposto, solicitamos a intervenção de Vossa Excelência no sentido de regularizar essa situação e assegurar a volta à normalidade de tão importante política pública que é, sem dúvida, o melhor programa de habitação social já criado no País.?
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