A CBIC enviou na terça-feira à Caixa Econômica Federal contribuições e reflexões sobre o trabalho desenvolvido pela instituição para aferição das composições de serviços de engenharia constantes no Sinapi (Sistema Nacional de Pesquisa de Custos e Índices da Construção Civil). Para o setor, o trabalho não representa avanço diante do seu objetivo principal, que era o de trazer maior clareza e transparência ao processo de composição de preços do Sinapi. De acordo com a CBIC, a forma como o estudo foi desenvolvido continua engessando o processo, depositando demasiada importância nas atividades meio e exagerando no detalhamento, em detrimento do resultado final. ?Essa condução priva as empresas de fazerem aquilo que é sua expertise: encontrar as melhores soluções de engenharia para os diferentes projetos?, diz o vice-presidente da CBIC, José Carlos Martins. Em correspondência enviada à Caixa, a CBIC esclarece que o estudo em consulta pública está permeado de incoerências e lacunas significativas. Em função disso, solicitou à instituição que paralise a divulgação de novos grupos de composições até que se adotem conceitos mais adequados que melhor atendam o desempenho das obras públicas.
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