Após alcançar o menor nível da série histórica em outubro, o Índice de Confiança da Construção subiu 1,0% em novembro, ao passar de 96,9 para 97,9 pontos, informa a Fundação Getulio Vargas. Mas na comparação com o mesmo período do ano passado, a queda ainda é expressiva, de 18%. A série do indicador começa em julho de 2010. ?A melhora da confiança em novembro não permite ainda vislumbrar mudanças significativas no cenário do setor. O indicador de expectativas com a demanda para os próximos três meses atingiu o patamar mais baixo da série. A previsão de contratação continuou a evoluir negativamente, o que significa que as demissões podem ser mais fortes neste final de ano? afirmou, em nota, Ana Maria Castelo, coordenadora de projetos da construção da FGV/Ibre. Em novembro, a alta do índice decorreu, principalmente, da melhora relativa da satisfação do empresariado em relação ao presente: o Índice da Situação Atual (ISA), que havia recuado 6,5% em outubro, subiu 2,3%, em novembro, chegando aos 90,4 pontos. O indicador do quesito situação atual dos negócios exerceu a maior influência nesse avanço, com a alta de 4,9% sobre o mês anterior, para 95,5 pontos, o indicador deixou de ser o menor nível da série (91,0 pontos, em outubro). Já o indicador de evolução recente atual apresentou leve queda: caiu 0,7%, em relação a outubro, alcançando 85,2 pontos (menor nível da série). Já o Índice de Expectativas (IE), ficou estável, em 105,4 pontos. Essa estabilidade resultou de movimentos opostos dos quesitos que o compõem: o que mede o grau de otimismo com a demanda para os próximos três meses caiu 3,2%, em relação ao mês de outubro, atingindo 99,4 pontos. Já a percepção das empresas quanto à situação dos negócios para os próximos seis meses subiu 3,0%, chegando aos 111,3 pontos. A FGV informou, ainda, que a partir deste mês os indicadores-síntese da Sondagem da Construção serão divulgados mensalmente com ajustamento sazonal. Segundo a instituição, essa medida vai contribuir para o aperfeiçoamento da pesquisa, facilitando o uso desses indicadores no monitoramento da situação presente e na antecipação de tendências de curto prazo do setor e da economia. O mesmo ocorreu com a Sondagem do Comércio. A confiança do segmento de edificações também avançou em novembro, em 1,8%, depois de duas quedas consecutivas. Com base em uma desagregação especial criada pela FGV/Ibre, observa-se que a alta ocorreu tanto no segmento residencial quanto no não residencial. No segmento residencial, a melhora ocorreu na percepção sobre a situação corrente: com alta de 3,7% sobre outubro. No segmento não residencial, foram as perspectivas para os próximos meses que melhoraram, levando o indicador de expectativa a subir 4,2%. Comparando-se em horizonte de tempo mais longo, percebe-se que o nível de confiança do segmento residencial é hoje relativamente inferior ao do não residencial. Entre novembro de 2013 e novembro de 2014, houve queda de 19,5% e de 12,0%, respectivamente, nos dois segmentos. (Fonte: Valor Econômico)
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