A Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC) recebeu com indignação o resultado do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) que coloca a construção na segunda posição entre os que mais perderam trabalhadores em 2015. “Ou o Brasil muda e melhora o gasto público, ou teremos mais gente sofrendo”, diz José Carlos Martins, presidente da CBIC. “Quando se fala em mais de 416 mil trabalhadores estamos falando de quase dois milhões de pessoas atingidas. É preciso enxugar a máquina pública e retomar o investimento”. Divulgado pelo Ministério do Trabalho e da Previdência Social no último dia 21, os resultados do Caged endossam expectativa do setor, que vinha alertando para o forte impacto da suspensão dos investimentos, combinada com os demais indicadores negativos da economia, como o aumento da inflação e a retração no crédito. “Quase 30% dos empregos perdidos estão na construção, é preciso reverter isso”, afirma.
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