Depois de crescer nada menos do que 347% desde 2008, as concessões de crédito da Caixa chegaram ao seu limite. A aceleração começou há pouco mais de cinco anos, durante o auge da crise financeira internacional, como alternativa à retração dos bancos privados - foi uma "ação anticíclica" promovida pelo governo federal, dono da Caixa. Desde o final do ano passado, porém, o banco começou a colocar o pé no freio. "Atingimos 18,1% de participação no mercado de crédito, e consideramos que 20% é a fatia ideal para nossa capacidade operacional", disse Jorge Hereda, presidente da instituição, ao comentar os resultados do banco em 2013 em entrevista para a imprensa, nesta quinta-feira, em São Paulo. Apesar de praticar taxas competitivas, a Caixa sentiu a concorrência dos bancos privados na sua principal seara, o crédito imobiliário. Com o aumento da inadimplência, o setor financeiro todo se voltou a empréstimos de menor risco, como o imobiliário. Como resultado, a participação da Caixa no negócio caiu de 19% para 68,5%, passando a representar 54,7% da carteira total ante 56,9% em 2012 e 60% em 2010. As contratações atingiram R$ 134,9 bilhões no ano, superiores a 2012 em 26,4%, atingindo saldo de R$ 270,4 bilhões (31,4% maior do que em dezembro de 2012). O banco aumentou as provisões para devedores duvidosos em 20%, para R$ 20,4 bilhões. Hereda afirma que, ao final do ano, 92,7% da carteira se concentrava nos ratings de maior qualidade (de AA a C). O índice de inadimplência ficou em 2,3%, (queda de 0,10 p.p no trimestre). "A Caixa injetou mais de R$ 635 bilhões na economia em 2013, por meio de contratações de crédito, distribuição de benefícios sociais, investimentos em infraestrutura própria, remuneração de pessoal. Além disso, R$ 4,2 bilhões arrecadados pelas Loterias foram repassados à educação, cultura, seguridade, esportes e segurança", disse o executivo. (Fonte: Brasil Econômico)
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