Diante da diminuição do ritmo do setor de construção civil neste ano e a quatro meses da eleição presidencial, a presidente Dilma Rousseff anunciou em Goiânia que vai lançar a terceira edição do Programa Minha Casa Minha Vida no próximo dia 29. A proposta reivindicada pelo setor da construção é que nesta terceira etapa sejam construídas mais 3 milhões de casas com subsídios da ordem de R$ 135 bilhões. Ao falar na abertura do 86º Enic, Dilma não revelou nenhum aporte de recursos ou de meta para o novo programa, mas disse aos empresários da construção para que façam suas previsões ?do que é possível investir num horizonte de até quatro anos?. Registrou que o Minha Casa é o programa em que o governo aplica os maiores valores de subsídio e sugeriu que a oposição possa cortar este benefício, principalmente, para a população de baixa renda. ?Tenho o compromisso com o subsídio. Foram os subsídios que permitiram que este programa rode tão bem. Chegamos a 1 milhão de casas na primeira edição e vamos finalizar essa segunda etapa com 2,75 milhões. Todos aqueles que pretenderem fazer arranjos ou tomar decisões impopulares, vocês podem ter certeza que umas delas será cortar os subsídios?. ?Na segunda edição do programa, que se encerra no fim deste ano, tenho absoluta certeza de que vamos contratar 2,75 milhões de unidades. Isso significa 3,75 milhões de casas próprias, que são a maior ou a única riqueza para 60% da população brasileira?, afirmou. A presidente avaliou este é um programa que mostrou resultados e, por isso, foram feitas mudanças e adequações. ?Mudamos o padrão construtivo. Colocamos piso de cerâmica na cozinha e no banheiro, aquecimento solar, equipamentos específicos para pessoas deficientes. Evoluímos e aprendermos?, finalizou.
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