Depois de desistir de recriar a CPMF, ideia que durou apenas três dias, o governo decidiu neste domingo encaminhar ao Congresso sua proposta de Orçamento da União para o próximo ano com uma previsão de déficit primário. O governo indica, assim, que não vê como economizar o bastante para pagar os juros da dívida pública e que terá de se endividar ainda mais para financiar suas despesas em 2016. A própria presidente Dilma Rousseff comunicou a decisão a líderes aliados, entre eles o presidente do Senado, Renan Calheiros. Será a primeira vez que o Orçamento é enviado ao Congresso com déficit primário desde que o governo passou a contabilizar seus números dessa maneira, na administração do ex-presidente Fernando Henrique. Ao expor a fragilidade das suas finanças, o governo põe sob ameaça o grau de investimento do Brasil, garantia dada por agências internacionais de classificação de risco de que o País é seguro para investidores. Para evitar reações negativas do mercado, o Planalto quer apresentar propostas de reformas que melhorem as contas públicas. (Fonte: Folha de S. Paulo)
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