Depois de três anos praticamente parados, os investimentos públicos federais cresceram 19,7% entre janeiro e agosto em termos reais na comparação com igual período do ano anterior. O valor investido subiu para R$ 41,2 bilhões. Os dados são do Siga Brasil, sistema de informações sobre orçamento público do Senado, e foram levantados por Gabriel Leal de Barros, da Fundação Getulio Vargas. Parte da recuperação do investimento, segundo economistas, está associada ao ciclo político - normalmente, os aportes crescem no último ano dos mandatos presidenciais. As restrições orçamentárias, porém, impediram um avanço tão expressivo quanto em 2010, quando os investimentos aumentaram 52,9%, em termos reais, de janeiro a agosto. Os dados não consideram as despesas com o programa Minha Casa, Minha Vida, que somaram R$ 226 bilhões de 2009 até agora. Desse total, R$ 109,4 bilhões são subsídios (R$ 85,6 bilhões provenientes do Orçamento Geral da União e R$ 23,7 bilhões do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço) e R$ 116,5 bilhões em financiamento. Barros prefere não incluir o programa na rubrica investimento por acreditar que sua classificação mais correta seria na conta de subsídios. Segundo Barros, é comum que o gasto público - e o investimento - sejam maiores no último ano de mandato. "O primeiro ano costuma ser de arrocho, posteriormente o investimento volta a subir um pouco, mas em geral é no quarto ano que se consegue alavancar o investimento", afirma. Estudos mostram que o investimento público tende a acelerar na primeira metade dos "anos pares" - segundo e quarto anos de mandato - principalmente nas eleições presidenciais. (Fonte: CBIC Hoje, com informações do Valor OnLine)
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