A Fundação Getúlio Vargas informou nesta terça-feira que o Índice Nacional de Custo da Construção (INCC) registrou alta de 0,12% na primeira prévia deste mês de setembro, menos intensa do que aquela verificada um mês antes, de 0,44%. O índice relativo a materiais, equipamentos e serviços aumentou 0,26% e aquele que representa o custo da mão de obra registrou variação nula. O INCC tem peso na constituição do IGP-M (Índice Geral de Preços ? Mercado), que é geralmente usado como referência para reajuste de contratos, como os de aluguel. O IGP-M subiu 0,26% na primeira prévia de setembro, após ter registrado deflação de 0,31% no mesmo período em agosto. No ano, por ora, o indicador acumulou alta de 1,82%; em 12 meses, o avanço foi de 3,61%. A aceleração do IGP-M foi provocada por preços mais altos no atacado e no varejo. No primeiro caso, o Índice de Preços ao Produtor Amplo (IPA) - que tem peso de 60% no indicador - saiu de uma queda de 0,56% na parcial de agosto para elevação de 0,31% na primeira medição de setembro. Os produtos agropecuários tiveram o mesmo comportamento (-1,03% para +0,81%) assim como os produtos industriais (-0,39% para +0,13%). O Índice de Preços ao Consumidor (IPC), por sua vez, acelerou de 0,03% na medição inicial de agosto para 0,18% na apuração atual, puxado principalmente pelo grupo Alimentação, que saiu de baixa de 0,23% para avanço de 0,01%. Essa classe de despesa foi influenciada, sobretudo, pelo preço das carnes bovinas (-0,92% para +1,14%). Vestuário e Comunicação tiveram deflação, de 0,37% e 0,17%, respectivamente. A primeira prévia do IGP-M compreendeu o intervalo entre os dias 21 e 31 do mês de agosto. (Fonte Valor Econômico)
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