O estoque total dos financiamentos imobiliários concedidos às famílias no País chegou a R$ 314,9 bilhões em agosto. Com isso, passou pela primeira vez o saldo do crédito pessoal, que alcançou R$ 311,5 bilhões no mês passado, segundo informações divulgadas pelo Banco Central na última sexta-feira. A ultrapassagem era esperada: em julho, a diferença ficou em menos de R$ 2 bilhões. O financiamento imobiliário com recursos direcionados, que corresponde às linhas concedidas a partir dos depósitos de poupança e do FGTS, havia atingido R$ 307,8 bilhões. Já o crédito pessoal com recursos livres, que inclui os financiamentos consignados, chegara a R$ 306 bilhões. Para Tulio Maciel, chefe do departamento econômico do BC, é possível que o crédito imobiliário siga como a linha mais importante para as famílias daqui para frente. "Dada as taxas de crescimento, na margem, essa diferença tende a persistir", afirmou. Nos doze meses findos em agosto, o imobiliário avançava 35%, para 15,1% do crédito pessoal. Na avaliação da autoridade monetária, essa mudança de perfil é positiva. "As famílias estão constituindo patrimônio e saindo do aluguel. Tem aspecto relevante. É um investimento da família", comentou Túlio Maciel. O avanço fez com que o crédito imobiliário chegasse a 7,8% do PIB, mas muito distante ainda do patamar visto em países desenvolvidos, onde a proporção supera os 50%. "O padrão internacional é bem mais elevado sem dúvida.Significativamente mais alto", afirmou o diretor do BC. (Fonte: Folha de S. Paulo)
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