O Fundo Monetário Internacional recomendou ao Brasil a continuidade do aumento dos juros para combater a inflação, elogiando as altas recentes da taxa Selic promovidas pelo Banco Central, por reiterar o compromisso com "o arranjo de política monetária". Hoje haverá reunião do Comitê de Política Monetária e a expectativa do mercado é de alta da taxa de 9% para 9,5% ao ano. O chefe de divisão do Departamento de Estudos Econômicos do FMI, Thomas Helbling, destacou como positiva a decisão do Banco Central de aumentar os juros "num ambiente em que a inflação se movia para o teto do intervalo de tolerância da meta", por mostrar a determinação em "continuar com um arranjo de política monetária e reafirmar o fato de que esse arranjo está de pé e é crível". A alteração da Selic não deve afetar o crédito. A competição entre as instituições e a redução dos juros pelos bancos oficiais devem impedir que qualquer mudança chegue ao consumidor. Depois de apostar em alta de 0,5 ponto, o mercado ontem já esperava que o BC suba apenas 0,25. As informações são dos jornais Valor Econômico e Brasil Econômico.
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