O governo federal reduziu de 2,5% para 1,8% a projeção de crescimento do Produto Interno Bruto no fechamento de 2014. Por meio do relatório de avaliação de receitas e despesas primárias do terceiro bimestre, o governo reconheceu oficialmente que a economia deverá registrar um crescimento menor do que em 2013, quando o PIB avançou 2,5 %. O governo também elevou de 5,6% para 6,2% a projeção para o crescimento do índice oficial que mede a inflação, o IPCA, em 2014. No ano passado, a inflação ficou em 5,91%. Os dados foram divulgados nesta terça-feira pelo Ministério do Planejamento e buscam adaptar o orçamento ao novo cenário econômico. O IPCA-15, prévia do índice oficial de inflação, desacelerou para 0,17% em julho, ante 0,47% de junho, e ficou abaixo do esperado por analistas. No entanto, no acumulado em 12 meses, o índice ficou em 6,51%, acima do teto da meta (6,50%). A alta da energia deve continuar a pressionar a inflação, mantendo o índice perto do teto da meta. Na receita de ajuste econômico "profundo" e a ser iniciado logo em janeiro de 2015, o economista-chefe do Credit Suisse no Brasil, Nilson Teixeira, inclui uma recomendação peculiar e que foge do consenso dos especialistas que acompanham a economia brasileira. Para ele, antes de reduzir a meta de inflação - hoje em 4,5% - o governo deveria elevá-la de modo a acomodar melhor os preços represados de tarifas públicas e reancorar expectativas. (Fontes: O Globo, Folha de S. Paulo, Valor Econômico)
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