Destaque na edição de hoje do Valor Econômico: ?Nos últimos 12 meses, houve alta real, descontado o Índice Nacional de Custo da Construção (INCC), de 10,4% na cidade de São Paulo, de acordo com o Secovi-SP. E, em dez anos, o aumento real alcançou 44%. Os preços dos imóveis estão chegando a valores muito elevados e, às vezes, até proibitivos, avaliou o vice-presidente de incorporação imobiliária e terrenos urbanos do Secovi-SP, Emilio Kallas. ?Se o novo Plano Diretor de São Paulo for aprovado da forma em que está, terá um reflexo muito grande nos preços dos imóveis?, disse Kallas. Segundo ele, os preços terão nova valorização real. ?É uma preocupação.? Kallas citou também que os estoques de imóveis estão diminuindo na capital paulista. O nível atual está em 16,5 mil unidades, abaixo da média histórica de 18 mil, e a projeção do Secovi-SP é que, no fim do ano, esse volume caia para 15 mil unidades. ?Neste ano, vamos comercializar mais do que lançar?, diz o representante do Secovi-SP. Já o presidente do Secovi-SP, Claudio Bernardes, ressaltou o bom momento do setor na capital paulista. O número de unidades vendidas na capital, citou ele, cresceu 33,3% de janeiro a setembro, para 25.591, enquanto o Valor Geral de Vendas (VGV) comercializado subiu 44,5%, para R$ 14,5 bilhões. Bernardes afirmou esperar uma ?certa estabilidade no mercado imobiliário em 2014?. Por um lado, segundo ele, se a economia tende a ?andar bem?, por se tratar de um ano eleitoral, mas, por outro, as eleições e a Copa do Mundo podem significar diminuição dos negócios. ?Talvez tenhamos o início da vigência do novo Plano Diretor de São Paulo em 2014?, acrescentou, explicando que isso pode significar uma lacuna na realização dos negócios. Em relação ao último trimestre deste ano, Bernardes também afirmou esperar que a oferta não supere a demanda. De acordo com o economista-chefe do Secovi-SP, Celso Petrucci, a entidade espera que o volume de lançamentos na cidade de São Paulo chegue a 12 mil unidades neste quarto trimestre. No mercado, comenta-se que a concentração de lançamentos no fim do ano pode ser ainda maior do que já ocorre sazonalmente. Para o acumulado do ano, o Secovi-SP projeta vendas de 35 mil unidades na cidade de São Paulo e lançamentos de 33 mil unidades. O especialista do sindicato citou que o volume de anúncios nos jornais de lançamentos realizados ou que estão para serem feitos é maior, ultimamente, do que há um ano e meio. Petrucci disse que não há preocupação com demanda por imóveis nem com financiamento. ?O que nos preocupa é ambiente de negócios, que inclui o licenciamento de projetos e prazos dos cartórios.?O volume de imóveis residenciais comercializado na cidade de São Paulo terá crescimento de 5% a 10% em 2014, conforme estimativa de Petrucci. Ele ponderou que a expansão vai depender do estoque no fechamento de 2014 e do ambiente macroeconômico.?
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