Para a CNI, a elevação de 0,5 ponto porcentual dos juros anunciada na noite de ontem está dentro das expectativas, mas adverte que, diante deste novo cenário, "a política fiscal deve ter papel mais ativo no combate à inflação". De acordo com a CNI, mesmo com a retração da inflação no acumulado em 12 meses, a evolução dos preços exige um acompanhamento muito atento da política econômica. Na análise da indústria, a desaceleração atual dos preços tem características, basicamente, de curto prazo, sem sinais de manutenção duradoura. "Por isso, é preciso manter o alerta para o comportamento dos preços em 2014", cita a CNI, em nota. O novo aumento anunciado pelo Copom atrapalha a recuperação da economia brasileira, conforme o presidente da Fiesp, Paulo Skaf. Ele também afirmou acreditar que a decisão de elevar a Selic a 9,5% ao ano neutraliza o efeito positivo da desvalorização cambial para o setor produtivo. Já a Federação das Indústrias do Estado do Rio de Janeiro (Firjan) avalia que o Copom já deveria ter encerrado o ciclo de alta da Selic. Na avaliação da Firjan, desde a última reunião do Copom, houve mudanças significativas no cenário econômico global. (Fonte: O Estado de S. Paulo)
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