A proporção de pessoas que pretendem adquirir um imóvel nos próximos três meses subiu de 43% no segundo trimestre para 48% no terceiro trimestre, informa nesta quinta-feira o FipeZap. A alta levou essa métrica a seu recorde desde a criação pesquisa Raio-X FipeZap, iniciada em 2014.
Segundo o FipeZap, entre os que declararam intenção de adquirir imóveis no futuro próximo, metade se mostrou indiferente entre imóveis novos ou usados (50%), seguida pela preferência por usados (41%) e, em último, por imóveis novos (9%).
Já em termos de objetivo, a grande maioria afirma que a intenção é utilizar o imóvel para moradia própria (86%), em oposição às compras com objetivo de investimento (14%).
Em um recorte mais específico da pesquisa, focando apenas pessoas que declararam já ter comprado um imóvel nos últimos 12 meses, a preferência por imóveis usados recuou de 68% para 64% no terceiro trimestre, mantendo-se acima da média histórica da pesquisa (58%).
Em termos de objetivos, uma parcela crescente justificou a aquisição com a finalidade de morar no imóvel (61%), sobrepondo-se à finalidade de investimento (39%).
Descontos
A pesquisa do FipeZap apurou também que o percentual de transações fechadas com desconto com relação ao valor anunciado fechou o mês de setembro em 72%, e que a percepção dos respondentes em relação aos preços dos imóveis manteve-se relativamente estável no terceiro trimestre, com leve queda (de 61% para 59%) entre os que classificam os preços atuais como “altos ou muito altos”.
Já com relação às apostas e projeções dos agentes para os preços dos imóveis nos próximos 12 meses, os últimos resultados evidenciam a normalização das expectativas para níveis pré-pandemia, segundo o FipeZap. Para 32% dos que responderam à pesquisa, a projeção é de aumento dos preços dos imóveis, contra 31% que esperam uma manutenção e 15% que apostam em redução dos preços.
Fonte: Valor Econômico
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