As lâmpadas incandescentes com potência de 60W estão saindo de circulação. Agora é proibido produzir, importar e vender este tipo de lâmpada no Brasil. As multas para quem descumprir a regra variam de R$ 100,00 a R$ 1,5 milhão, segundo o Instituto Nacional de Metrologia, Qualidade e Tecnologia (Inmetro). O motivo da retirada do produto do mercado é sua baixa eficiência energética, já que consome muita energia para iluminar pouco. O processo de funcionamento das chamadas lâmpadas quentes exige temperaturas elevadas para gerar luz. A maior parte desse calor é perdida para o ambiente. “Somente 5% da energia gasta é usada para iluminação. O resto é usado para aquecer a lâmpada. É muita energia para pouca luz”, esclarece o professor de engenharia elétrica, Luciano Duque. Para Duque, o maior obstáculo para a troca por tecnologias mais eficientes, como as lâmpadas fluorescentes compactas ou as de LED, ainda é o preço. “É possível encontrar lâmpadas de LED a partir de R$ 20. “Se você comparar com uma incandescente de R$ 4, realmente a diferença é muito grande, mas a economia na conta de luz vale a pena”. O engenheiro Marcos Borges afirma que a previsão do Inmetro é que, com a saída das lâmpadas de 60W do mercado, e o início da produção em larga escala de lâmpadas fluorescentes e de LED, a tendência é que os preços caiam. Para as famílias que não têm condições de trocar todas as lâmpadas incandescentes de uma só vez, o professor Duque tem uma dica: trocar aos poucos, de acordo com o orçamento familiar, a começar pelo cômodo da casa que fica mais tempo aceso. “A cada lâmpada trocada, a família vai ver a economia na conta de luz”. A troca de uma lampada de 60W incandescente por uma de LED com luminosidade equivalente, ligada 4h por dia, vai economizar em média R$ 36 por ano na conta da luz, informou. O Programa Nacional de Conservação de Energia Elétrica (Procel) informa que a diferença de duração das lâmpadas é grande. Segundo o Procel, as incandescentes duram em média 1000 horas, as fluorescentes 6 mil horas e as de LED duram cerca de 25 mil horas. (Fonte: Correio Braziliense)
Publicações relacionadas
Vista privilegiada, privacidade, refúgio contra ruídos urbanos e o aproveitamento inteligente da luz e da ventilação naturais elevam o patamar do morar contemporâneo
Enquanto o imóvel em construção permite maior planejamento do pagamento, unidades prontas oferecem agilidade e mais previsibilidade sobre aquilo que está sendo adquirido
Com a retomada do trabalho presencial cada vez mais presente nas empresas, projetos business passam a incorporar natureza, paisagismo e áreas de convivência como elementos de bem-estar e valorização dos espaço
Evento reúne especialistas do mercado para discutir certificações, financiamento verde, industrialização e experiências práticas de sustentabilidade na construção civil.