As incorporadoras investiram mais no ano passado. No intervalo, os lançamentos de imóveis subiram 11,6% sobre 2018, perfazendo 112.088 mil unidades. Foi o maior volume da série histórica dos Indicadores Abrainc-Fipe.
Os cálculos são da Abrainc (Associação Brasileira de Incorporadoras Imobiliárias) em parceria com a Fipe (Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas), com base de dados fornecidos por incorporadoras associadas à entidade nas principais praças do território nacional.
As ofertas de imóveis para venda encerraram o ano passado com 130.099 imóveis novos, um acréscimo de 9,1%. A disponibilidade é composta por unidades na planta, em construção e prontos (estoque), lançados nos últimos 36 meses.
Já as vendas permaneceram praticamente estáveis na mesma comparação, totalizando 114.508 imóveis novos. As comercializações líquidas (vendas totais menos distratos) subiram 9,3%. Já os distratos (cancelamentos dos contratos) despencaram 32,4%.
Na avaliação da Abrainc, a leitura desses dados reforça a trajetória de retomada do segmento, refletindo também os efeitos de mudanças institucionais e regulatórias (como a Lei dos Distratos).
A entidade salienta que o processo de retomada do mercado imobiliário tem sido marcado por forte heterogeneidade - tanto do ponto de vista geográfico (isto é, nas diferentes regiões e praças) quanto sob o ponto de vista do segmento/público-alvo dos empreendimentos.
Segmentos
Na análise por tipologia residencial, por exemplo, a maior parte dos lançamentos (80,2%) e das vendas (70,2%) realizadas em 2019 ainda corresponde a unidades que atenderam ao perfil do programa Minha Casa, Minha Vida (MCMV).
Já os empreendimentos classificados como médio e alto padrão (MAP) responderam por 19,8% dos imóveis lançados e 29,8% das unidades comercializadas no último ano
Comparativamente, o número de lançamentos residenciais associados ao MCMV, os lançamentos aumentaram 19,2%, enquanto que as vendas líquidas avançaram 4,7%.
No caso dos imóveis de médio e alto padrão, os lançamentos recuaram 3,1%, enquanto que as vendas líquidas progrediram 16,2%.
Fonte: AbrainC
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