Henrique Meirelles está completando uma semana no comando do Ministério da Fazenda sem ter em mãos o tamanho do rombo das contas públicas deste ano. Ele promete apresentar hoje o relatório bimestral de avaliação de receitas e despesas, mas a tão esperada meta fiscal só sairá na segunda-feira. “Temos uma situação grave, que exige medidas duras e importantes”, avisa. Desde que tomou posse, o ministro praticamente não dorme. Sabe o tamanho da responsabilidade que assumiu ao ingressar no governo de Michel Temer, ainda provisório. Por isso, é enfático quando fala do risco de fracassar nas missões de tirar o País da recessão, conter o desemprego e arrumar as contas públicas. “Estamos com pressa, mas não podemos errar”, afirma. Na avaliação de Meirelles, a situação na qual o Brasil se encontra atualmente é pior do que a que encontrou em 2003, quando assumiu a Presidência do Banco Central do governo Lula. Diante da emergência, ele alerta: não haverá escapatória. “Todos têm que dar sua cota de sacrifício.” Isso passa pela reforma da Previdência Social, que vai impor idade mínima para aposentadoria; pelo Congresso, que precisa aprovar todas as medidas do ajuste fiscal; pelo Judiciário; pelos servidores públicos. “Vamos dar todas as informações à sociedade, para que decida. O povo é sábio, muito mais do que os dirigentes pensam, desde que tenha acesso a todos os dados”, acrescenta. Apesar da cobrança dos investidores por medidas concretas para tirar o Brasil do atoleiro, o ministro diz que tudo será anunciado na hora certa, a fim de evitar o vaivém de decisões. Para o nervosismo do mercado, afirma ter a receita: um pouco de ansiolítico. Segundo ele, o formulador de políticas não tem que atender a essa ansiedade. “Não queremos que haja mais frustrações”, frisa. (Fonte: Correio Braziliense)
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