O atraso do governo federal no lançamento da terceira etapa do programa Minha Casa, Minha Vida (MCMV) tem deixado apreensivos os gestores dos programas habitacionais do Estado e de prefeituras como a de Goiânia. Já os empresários da construção civil esperam atualizações nas faixas de financiamento para que mais pessoas sejam atendidas pelo programa. Goiás é líder nacional em contratação de unidades habitacionais em todas as faixas de renda. Só a Agência Goiana de Habitação (Agehab) tem 30 mil unidades habitacionais em processo de contratação para as pessoas de menor renda, a categoria chamada de “interesse social”. O programa do governo federal deveria ter saído em abril, mas a expectativa é que isso aconteça no mês de agosto. O setor da construção espera mudanças no valor do teto do MCMV para famílias com renda entre três e dez salários mínimos. O presidente da Associação das Empresas do Mercado Imobiliário de Goiás (Ademi), Renato de Sousa Correia, imagina que o valor máximo, hoje em R$ 170 mil, possa subir para pelo menos R$ 220 mil para que se ajuste à realidade do preço das casas e apartamentos. Renato acredita que as dificuldades financeiras do governo estão atrasando o lançamento, mas espera que logo que o ajuste fiscal seja consolidado haja o anúncio. “A gente avalia que o ministro Joaquim Levy tentou fazer um ajuste fiscal e encontrou as barreiras políticas no Congresso Nacional, e essas barreiras atrasaram o ajuste e isso atrasou o programa”, considera.
A meta da nova etapa do MCMV, anunciada pela presidente Dilma Rousseff em julho deste ano é construir 3 milhões de unidades até 2018. Desde o lançamento do programa, em 2009, 3,75 milhões de moradias já foram contratadas; destas, 2,1 milhões foram entregues. (Fonte: O Hoje/Deivid Souza)
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