O governo decidiu atender aos pleitos do setor da construção civil para impedir a interrupção, no início de 2015, do Programa Minha Casa, Minha Vida. Além de permitir a contratação de 350 mil unidades no primeiro semestre do próximo ano com as mesmas condições que vigoram hoje, prorrogou por mais quatro anos o Regime Especial de Tributação (RET) para as construtoras que trabalham com imóveis de até R$ 100 mil. A alíquota sobre o faturamento, que subiria para 6% a partir de 2015, fica mantida em 1% até o fim de 2018. Em mais uma iniciativa para melhorar o relacionamento com o setor privado, o ministro da Fazenda, Guido Mantega, recebeu nesta quarta-feira o presidente da CBIC, José Carlos Martins, quando anunciou o aumento da meta de habitações da segunda etapa do Minha Casa, aprovando o pedido do setor da construção de elevar em 350 mil as unidades do programa, que passará de 2,75 milhões de unidades para 3,1 milhões. O empresariado da construção civil já vinha reivindicando o aumento da meta desde meados deste ano para evitar que o setor passe por um momento de paralisação, depois de contratadas todas as obras para execução das 2,750 milhões de unidades da segunda etapa. As empresas alertaram, inclusive, que, sem o aumento da meta, haveria risco de demissões no setor, já que não teriam condições de planejar novos projetos a partir do final deste ano e início do próximo ano. Até agosto, já haviam sido contratadas mais de 2,5 milhões unidades. Ou seja, o setor está próximo de cumprir toda meta da segunda etapa. (Fontes: Valor Econômico, Folha de S. Paulo)
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