O promotor de Justiça Marcelo Fernandes de Melo propôs ação civil pública contra o Estado de Goiás, a Prefeitura de Goiânia e a Companhia Metropolitana de Transportes Coletivos (CMTC). Na ação, o Ministério Público Estadual de Goiás (MP-GO) pede que as obras do BRT sejam interrompidas e nenhuma árvore remanescente seja derrubada. Para o promotor, é necessária a apresentação de estudo de impacto de vizinhança, estudo de impacto de trânsito, plano de manejo de arborização e projeto executivo. O processo também tem o objetivo de anular a licença ambiental de instalação, concedida à CMTC pela Secretaria de Meio Ambiente, Recursos Hídricos, Infraestrutura, Cidades e Assuntos Metropolitanos (Secima), considerada “precária”. O MP-GO considerou “contraditórias” as informações apresentadas pela coordenação do projeto. A polêmica começou quando os flamboyants que ficavam na Avenida Goiás Norte começaram a ser derrubados e o MP-GO pediu informações sobre a licença da obra. O coordenador do projeto, Ubirajara Abud, disse nesta segunda-feira (31/08) que o ritmo dos trabalhos já havia sido reduzido no trecho entre a Avenida Perimetral Norte e o Terminal Rodoviário de Goiânia. “Os estudos que o Ministério Público pediu devem ficar prontos até o próximo dia 17”, afirmou. Até o momento, foram derrubadas 169 árvores, mas está prevista a retirada de mais de 2 mil ao longo dos 22 km do corredor. A Prefeitura de Goiânia afirma que haverá uma compensação com o plantio de um número bem maior de árvores na região do BRT. (Fonte: O Hoje)
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