A francesa Lafarge e a suíça Holcim anunciaram nesta terça-feira uma ?fusão entre iguais?, que criará o maior grupo produtor de materiais de construção do mundo, com faturamento combinado de 32 bilhões de euros. As duas empresas acreditam que a fusão vai gerar sinergia de 1,4 bilhão de euros, ou seja, uma economia ao final de três anos. A maior parte, ou 1,2 bilhão de euros, virá do que os dois grupos chamam de adoção de melhores práticas e repartição de produtos. O resto virá de redução de custos financeiros e da otimização de investimentos. O nome da nova empresa será LafargeHolcim. A expectativa é de que a fusão seja completada até o próximo ano. O novo grupo terá presença em 90 países e repartição ?equilibrada? entre países desenvolvidos e nações com forte crescimento, ou seja, os emergentes. Bruno Lafont, presidente da Lafarge, que será o presidente executivo, afirmou que as vendas representarão entre 10% e 15% da geração operacional de caixa do novo grupo. Ele antecipou que a grande parte da venda de fábricas ocorrerá na Europa, onde visivelmente os dois grupos estimam ter capacidade demais quando somados. Ele não comentou sobre emergentes. Lafarge e Holcim teriam problemas potenciais de concorrência nos Estados Unidos, no Canadá, no Brasil e na França. Para analistas, a fusão representa uma clara estratégia ofensiva para se contrapor aos gigantes de países emergentes, como o chinês Anhui Conch, primeiro produtor mundial de cimento, além de Cemex, o sétimo.
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