Após o choque dos mercados na abertura do ano, o mês de fevereiro parece ter acalmado em parte os ânimos dos investidores, ainda que a aversão a risco não tenha se dissipado. Com os juros básicos agora no maior patamar em mais de dois anos, especialistas indicam que não é preciso fazer mágica para aproveitar as oportunidades, ao menos de curto prazo, e reforçam que o ambiente macroeconômico doméstico ainda inspira cautela. Assim, o ouro foi, novamente, a melhor opção de investimento, embora o retorno tenha sido bem menor que o de janeiro. O metal negociado na BM&FBovespa subiu 2,18% (foram 6,73% em janeiro) em termos nominais. Descontada a inflação projetada para o período - de 0,63% pelo IPCA - a valorização real do ouro foi de 1,54% em fevereiro. Os fundos de renda fixa apareceram como a segunda melhor opção do mês, com alta nominal de 1,08% e real de 0,45%. O anúncio da meta de superávit primário e o corte no orçamento anunciados na semana passada proporcionaram um alívio no câmbio e nos juros. O dólar teve a primeira queda após quatro meses seguidos de apreciação em relação ao real. A moeda americana teve baixa nominal de 2,78%, cotada a R$ 2,34, e foi a pior alternativa do mês. Na bolsa, a história é diferente. O Ibovespa teve um novo mês de perdas ? o quarto consecutivo ?, mas com variação mais suave que a queda de 7,5% em janeiro. O índice recuou 1,14% em fevereiro, para 47.094 pontos. Em um mês de forte volatilidade, em que o Ibovespa se aproximou da linha dos 45 mil pontos, ficou mais claro ao investidor que nem tudo estava no preço. Isso quer dizer que o piso pode estar ainda mais distante, o que não quer dizer que haja oportunidades. (Fonte: Valor Econômico)
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