?É um programa necessário para o crescimento do País?, defendeu o presidente da CBIC, Paulo Safady Simão, na abertura do 86º Enic em Goiânia, ao falar do Minha Casa, Minha Vida. Segundo ele, o setor propôs à presidente Dilma a criação de uma quarta faixa - chamada de 1,5 - para quem ganha entre R$ 1,4 mil e R$ 2,6 mil, que não está conseguindo ser contemplado pelo programa atualmente. Paulo Simão destacou que este grupo que está fechando o programa estuda a proposta, que poderia representar 10% do projeto, ou seja, cerca de 300 mil unidades, faixa para a qual poderia haver um subsídio da ordem de R$ 40 mil. No discurso, ele pediu que o programa não sofra interrupção, qualquer que seja o presidente escolhido nas próximas eleições. ?Que seja um programa de Estado?, destacou, ao acrescentar que o setor da construção vai debater o tema com todos os presidenciáveis. Paulo Simão solicitou ainda maior critério de fiscalização, novas obras de infraestrutura e o fim da burocracia para o lançamento de produtos com qualidade. Segundo ele, o sinal amarelo está aceso no setor. ?Estão terminando as obras da Copa e o Minha Casa Minha Vida 2 termina este ano. Temos a preocupação com o balanço dos empregos. Precisamos de mais investimentos públicos com obras de infraestrutura e de moradia. O mercado imobiliário está menos produtivo, há lentidão nas obras de infraestrutura e o balanço da mão de obra do setor é preocupante. Precisamos de um projeto que envolva a sociedade como um todo?, disse. O presidente da CBIC ainda ressaltou que existe uma inquietação no quadro trabalhista no setor. ?A legislação é antiga e o empresariado sofre com a má-fé da fiscalização, perdendo recursos e tempo com ações judiciais. Precisa modernizar a legislação?, enfatizou.
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