A norma de desempenho 15.575, da ABNT, deve mudar o padrão de qualidade da indústria de construção. "Será um divisor de águas no mercado brasileiro", diz o vice-presidente de tecnologia do Sindicato da Habitação (Secovi-SP), Carlos Borges. "Pela primeira vez, uma norma associa a qualidade de produtos ao resultado, com instruções claras e transparentes de como fazer essa avaliação." A norma estabelece critérios objetivos de qualidade para cada um dos sistemas que compõem um edifício - gerais da obra, estrutural, pisos, cobertura, vedação e hidrossanitários. Também foram definidas instruções de como fazer essa avaliação. "Toda empresa precisa oferecer o índice mínimo, mas pode atingir patamar intermediário ou superior, também definidos na norma. Construtoras poderão usar isso como marketing na hora da venda", afirma a assessora técnica da Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC), Raquel Ribeiro. O pé direito mínimo de um imóvel deve ter 2,5 metros de altura, com variações em banheiros e corredores. Toda edificação deve estar ligadas à rede de esgoto ou ter alternativas próprias de tratamento dos dejetos. As paredes internas e externas devem garantir proteção acústica e conforto térmico. Para atender às novas demandas, a indústria de materiais deverá desenvolver produtos que possam contribuir para o desempenho final das habitações. "Para que projetistas e construtoras possam selecionar as combinações de tecnologias mais adequadas, a norma exige investimentos para avaliação específica dos produtos e a divulgação de informações técnicas detalhadas", afirma o presidente da Abramat, Walter Cover. Como não há uma estrutura de fiscalização, ela acabará sendo feita pelo próprio consumidor, que pode acionar a construtora caso tenha problema, os órgãos de defesa do consumidor e até a Justiça. (Fonte: O Estado de S. Paulo)
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