A proposta de um novo Plano Diretor Estratégico (PDE) para São Paulo, em construção na Câmara dos Vereadores, passa pela criação de instrumentos que promovam uma grande transformação local, fundamentada pela mobilidade urbana. O principal ponto diz respeito ao adensamento do centro expandido da capital paulista. A ideia é aumentar o potencial construtivo ao longo dos corredores de transporte coletivo de massa, limitando ali as vagas de garagem e o tamanho máximo dos apartamentos, a fim de atrair uma população moradora mais numerosa e promovendo uma diversidade de usos dos imóveis. Trata-se de medida polêmica, mas a maioria dos envolvidos no processo de elaboração do PDE, que já passou por 45 audiências públicas, concorda que as diretrizes apresentadas pelo projeto de lei enviado pelo prefeito Fernando Haddad à Câmara, em setembro, são vitais para o futuro da cidade. Esbarram, porém, num problema: a burocracia. "É uma oportunidade única de mudança, mas é preciso garantir sua auto-aplicabilidade, pois muita coisa aprovada em 2002 não chegou sequer a ser implementada", diz a urbanista Margareth Uemura, diretora do Instituto Pólis, ONG de políticas públicas. Trocas de governo e rixas políticas impedem, muitas vezes, que o que é melhor para a cidade seja colocado em prática. A análise é do coordenador da Central dos Movimentos Populares, Benedito Roberto Barbosa. "O Plano Diretor como é remete para o Estatuto da Cidade, que remete para outra legislação futura e assim sucessivamente", diz. "Essa distorção precisa acabar." Tanto Margareth quanto Benedito acreditam que o projeto de lei do novo Plano Diretor traz avanços importantes, como a priorização do transporte público, a reorganização das moradias de acordo com os eixos de transporte coletivo de massa e o reequilíbrio dos usos no território entre a oferta de trabalho e o local de moradia. Entretanto, dizem, tal como está formulado corre o risco de reiterar o histórico padrão de segregação urbana. (Fonte: Valor Econômico)
Publicações relacionadas
Painel monumental executado manualmente no rooftop de edifício na Ricardo Paranhos, em Goiânia, transforma empreendimento em novo marco visual da capital
Entre as três cidades brasileiras mais procuradas para imóveis de luxo, a capital goiana comemora melhor resultado histórico no Índice de Desenvolvimento Humano Municipal, ficando entre as cinco capitais brasileira mais desenvolvidas do país
Pesquisa de consolidação do primeiro trimestre de 2026 da Ademi-GO aponta aquecimento da demanda, subdesempenho do MCMV na capital e sinal amarelo para os prazos de licenciamento; Com mercado aquecido, vendas residenciais nos primeiros três meses de 2026 superam em 12,7% as vendas do mesmo período do ano passado; Valorização dos imóveis registra 3,6% no primeiro trimestre e deve seguir intensa com as pressões estruturais do mercado.
Para suprir a crescente necessidade de moradores que possuem carros de maior porte, as construtoras estão inovando. Espaço gigante tem acesso exclusivo, lâmpadas de led e bancada