São Paulo tem um novo Plano Diretor. Após 9 meses de debates na Câmara Municipal e 61 audiências públicas, o texto final foi aprovado nesta segunda-feira, 30, por 44 dos 55 vereadores. A espinha dorsal do novo Plano Diretor é incentivar a construção dos maiores edifícios ao longo dos eixos de transporte público, como os corredores de ônibus e as estações de metrô e trem. Durante os próximos 16 anos, será incentivada a construção de espigões no entorno de estações de metrô e corredores de ônibus. O conceito principal é aproximar moradia e emprego, mas também permitir a construção de quase meio milhão de apartamentos, espalhados por cerca de 250 novos prédios por ano. Prédios com mais de oito andares foram liberados no miolo dos bairros, igrejas evangélicas na periferia foram regularizadas, assim como ocupações de sem-teto, e uma brecha no texto passa a cogitar a possibilidade de a cidade ganhar um novo aeroporto, em área de manancial. O texto, que segue para a sanção do prefeito Fernando Haddad (PT), traça as diretrizes para os próximos 16 anos. Nesse período, o mercado imobiliário continuará podendo construir cerca de 30 mil unidades por ano, o que representa ao menos 480 mil novos apartamentos. (Fontes: O Estado de S. Paulo e Folha de S. Paulo)
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