Quando pensamos na cidade de São Paulo, geralmente nos vem à cabeça três coisas: chuva, correria e trânsito. As duas primeiras são inevitáveis, afinal estamos falando de uma cidade cujo apelido é “Terra da Garoa” e local onde concentram-se os principais polos empregatícios. No entanto, a última pode ser revertida com um simples gesto: utilizarmos outras formas de transporte ao invés de um carro.
Essa iniciativa, aparentemente, já vem acontecendo. Cada vez mais pessoas priorizam o uso dos modais de transporte público para se locomoverem pela cidade, desistindo do sonho de ter uma casa e um carro na garagem para dar lugar a algo mais modesto, como apenas um imóvel para chamar de seu.
Essa realidade foi provada em uma recente pesquisa realizada pela GEOIMÓVEL em parceira com o Grupo ZAP, que mostrou um crescimento de 58% no número de lançamentos imobiliários com unidades sem garagens na capital paulista entre 2017 e 2018.
Segundo o estudo, 8.543 unidades sem vagas de garagem foram lançadas no ano de 2017, as quais estão concentradas em 53 empreendimentos. Já em 2018, esse número aumentou consideravelmente, com 14.646 unidades, concentradas em um total de 84 empreendimentos.
Leandro Souza, advogado especialista em direito imobiliário, enxerga essa crescente como uma tendência mundial, destacando as mudanças no perfil do consumidor como uma justificativa importante para tal cenário.
“Essa tendência é um boom mundial por diversos fatores. Além da falta de espaço urbano e mudança do plano diretor dos municípios sobre as grandes construções, os chamados studios refletem um novo estilo de vida no perfil de famílias, que atualmente são menores e com uma tendência a valorização da mobilidade”, analisa.
Bairros
O estudo ainda mapeou as regiões da cidade onde localizam-se esses lançamentos e descobriu que o centro expandido se configura como o principal polo de empreendimentos sem garagens. O bairro do Bela Vista, conhecido pelos paulistanos como Bixiga, figura em primeiro lugar, seguido de seus vizinhos Consolação e Vila Buarque.
“Um público cada vez maior do mercado imobiliário é o de jovens que procuram por seu primeiro apartamento. Em geral, esse tipo de cliente valoriza bastante a localização do imóvel, sempre procurando por regiões centrais ou de alta concentração de opções de entretenimento e de transporte público”, diz Deco Lima, consultor em investimentos e estratégias no mercado imobiliário.
Um outro fator importante para o aumento na compra e aluguel de apartamentos sem garagem está no preço do imóvel. A pesquisa mostrou que um apartamento que possui vaga de garagem inclusa pode chegar a custar até 38% mais que um sem. No bairro da Consolação, por exemplo, o metro quadrado de um lançamento sem garagem custa, em média, R$ 7.759, enquanto o com opção para quem tem carro fica na casa de R$ 10.753.
Preço das vagas
Um outro estudo realizado também pelo Grupo ZAP mapeou o valor individualizado das vagas de garagem na capital paulista. O valor mediano nominal (sem considerar a inflação) de uma vaga na região metropolitana de São Paulo pode variar entre R$ 15.212 e R$ 101.876.
Quantos aos bairros, o com vagas mais caras é o de Moema, na Zona Sul da cidade. Estima-se que uma vaga na região pode chegar à mediana de R$ 101.876, valor mais alto que o de bairros como Campo Belo, (R$ 91.871), Itaim Bibi (R$ 90.923), Jardim Paulista (R$ 89.680) e Vila Leopoldina (R$ 80.669).
Os bairros e distritos com vagas de garagens mais baratas concentram-se sobretudo nas regiões mais afastadas do centro expandido da capital, como Taboão da Serra (R$ 15.212,00), Cachoeirinha (R$ 15.501,00), Jardim São Luís (R$ 17.843,00), Campo Limpo (R$ 18.569,00) e Cotia (R$ 18.880,00).
Fonte: ZAP Imóveis
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