A Caixa Econômica Federal apresentou a nova equipe diretiva da área de Habitação em reunião da Comissão de Habitação de Interesse Social da Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC). Participaram do encontro empresários, integrantes de entidades representativas, do agente financeiro e do Banco do Brasil.
Jair Mahl continua como vice-presidente e Matheus Neves Sinibaldi assume como diretor – ambos presentes no encontro de hoje. O consultor da presidência da Caixa, Celso Alessandro, explicou que as mudanças seguiram avaliações técnicas. “Foi um processo meritocrático, com o objetivo de trazer oxigenação”, comentou.
Durante a reunião, também foi debatido o panorama do Programa Minha Casa Minha Vida (PMCMV). Mahl destacou as dificuldades enfrentadas em relação aos pagamentos. Os recursos recebidos no ano para o primeiro bimestre equivalem a cerca de 70% do que foi realizado no mesmo período ano passado.
Mahl explicou que o principal motivo das dificuldades é o contingenciamento dos recursos do Orçamento Geral da União (OGU) reservados para o programa, definido pelo governo no início do ano.
Para Mahl, as verbas insuficientes têm impacto em todas o programa, mas se refletem mais gravemente na Faixa 1,5. “Vejo a sustentação da Faixa 1,5 como um grande desafio, dado o volume do subsídio consumido, versus a escassa disponibilidade de recursos”, pontuou.
A Caixa informou também que está estudando melhorias nos produtos para o Sistema Brasileiro de Poupança e Empréstimo, e pediu contribuições do setor.
O vice-presidente da área de Habitação de Interesse Social da Indústria da Construção, Carlos Henrique Oliveira Passos, fez um balanço positivo da reunião. “A Caixa mostrou ter compromisso com a transparência dos recursos destinados aos programas, para que as empresas possam se programar, além da valorização do diálogo da nova diretoria com a CBIC”, resumiu.
Banco do Brasil aborda situação de obras paralisadas
Na parte da manhã, a reunião contou com apresentação de representantes do Banco do Brasil. Um dos assuntos tratados foi a atual situação das obras paralisadas no âmbito do SBPE e PMCMV. O agente financeiro relatou que, após reunião realizada com especialista em obras paralisadas, houve formação de comissão de representantes dos empreendimentos para estudarem e enviarem proposta para retomada. O banco está aguardando essas propostas.
Também foram explicados os critérios adotados para a liberação de recursos em atraso do Fundo de Arrendamento Residencial (FAR), que seguirão a data do pedido para o agente operador. O Banco do Brasil fez os pagamentos correspondentes até o fim de fevereiro e começará agora a pagar os do início de março.
O órgão informou que os correspondentes estão sendo avaliados para verificar quais são os melhores de cada região, e que não serão contratados novos no momento. Foi abordado, ainda, o novo escopo das Gerências de Regionais de Crédito Imobiliário (Gimob), cujo objetivo é apoiar a rede de agência em todo o negócio, desde o início, até a liquidação de todo o processo de concessão de crédito.
A reunião faz parte do projeto da CBIC “Continuidade e Melhoria dos Programas Habitacionais”, em correalização do Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (Senai Nacional).
Fonte: Agência CBIC
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