O presidente da Caixa, Pedro Guimarães, afirmou que, até esta quinta-feira (12), foram aprovados e estão em liberação R$ 600 milhões em crédito imobiliário indexado ao IPCA, a nova linha de financiamento do banco público.
Os novos empréstimos começaram a ser ofertados no dia 26 de agosto e, segundo Guimarães, R$ 200 milhões de contratos já foram assinados.
O total de crédito pré-aprovado via IPCA soma R$ 4,5 bilhões. Segundo dados da Abecip, a média mensal dos financiamentos imobiliários foi de R$ 6 bilhões no primeiro semestre deste ano.
Guimarães, que falou em evento da construção civil em São Paulo, não divulgou dados da linha tradicional no mesmo período. O executivo disse ainda que espera lançar a linha sem nenhum indexador nos próximos três anos —até então, o crédito imobiliário era corrigido apenas pela TR, uma taxa fixada pelo governo.
Além de Guimarães, falaram no evento Carlos da Costa, secretário de produtividade do Ministério da Economia, e Gustavo Canuto, ministro do Desenvolvimento Regional.
O recado à construção foi claro: o programa Minha Casa Minha Vida, responsável por manter o setor durante a crise econômica, vai mudar. “Programa será repaginado”, afirmou Canuto.
Já Carlos da Costa concordou que a crise só não foi pior por causa do MCMV, que ele classificou como “um dos poucos programas que trouxe bons resultados”. “Mas quando falamos no futuro da construção brasileira passamos pelo financiamento privado”, acrescentou.
Carlos da Costa disse ainda o setor é importante para a recuperação econômica, mas que precisa ganhar em produtividade. “Precisamos reduzir os desincentivos à construção industrializada”, afirmou.
Nenhum dos integrantes do governo deu qualquer pista do que seria essa transformação. Canuto diz que a proposta será entregue até novembro ao presidente Jair Bolsonaro (PSL).
FGTS
Canuto afirmou que o uso do FGTS para o pagamento da subvenção que cabia ao governo no Minha Casa, Minha Vida. Segundo ele, dos R$ 49 bilhões orçados para esse ano, os R$ 26,2 bilhões que estavam bloqueados agora voltarão a ficar disponíveis.
Sem dinheiro em caixa, o governo vinha represando o financiamento e impedindo o crescimento do segmento, que responde por 70% de todo o setor de construção.
Fonte: Folha de S. Paulo
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