O debate sobre liberação de parte dos recursos de contas do Fundo de Garantia por Tempo de Serviço (FGTS) trouxe ânimo para o comércio, que espera aumento nas vendas. Isso apesar da perspectiva de que a entrada dos valores no mercado demore todo o segundo semestre de 2019 para tornar-se evidente. Em solenidade realizada
ontem, o governo federal anunciou a liberação de saques de R$ 500 de todas as contas ativas e inativas de FGTS, até março do próximo ano.
A medida foi vista com cautela por representantes da construção civil e do setor imobiliário ao longo das últimas semanas. O FGTS é a principal fonte de recursos para financiamento de imóveis habitacionais no País, principalmente aqueles de baixo custo, como os do programa Minha Casa Minha Vida.
O presidente da Associação das Empresas do Mercado Imobiliário de Goiás (Ademi-GO), Roberto Elias, arma que a limitação do saque a R$ 500 em primeiro momento foi um ponto de equilíbrio encontrado entre o governo federal e empresários. “Esse valor ajuda a economia e não descapitaliza o FGTS. Então, não prejudica os financiamentos”, afirma.
Presidente da Federação do Comércio do Estado de Goiás (Fecomércio-GO), Marcelo Baiocchi diz que a regra definida ontem é mais prudente que as propostas discutidas anteriormente. Na semana passada existia a possibilidade de que trabalhadores tivessem acesso a porcentuais de 10% a 35% do saldo de FGTS, de acordo com os valores que constavam nas contas. “Não acredito que teremos grande impacto no comércio de imediato. As pessoas devem pagar dívidas e dificilmente vão comprar coisas novas com esse dinheiro”, avalia.
Entretanto, Baiocchi afirma que a consequência para o comércio deve vir no final do semestre, quando o consumidor chegar ao Natal com menos dívidas. O Natal é uma das melhores épocas do ano para o comércio. O presidente da Federação das Câmaras de Dirigentes Lojistas de Goiás, Valdir Ribeiro, é mais otimista. “Não é um
valor tão pequeno quando olhamos o montante. Vai impulsionar a economia e ajudará a manter empregos”, disse.
Consumo
Professor da Faculdade Getúlio Vargas, o economista Mauro Rochlin lembra que em 2017, durante o governo Michel Temer (MDB), foram liberados R$ 45 bilhões de contas inativas de FGTS e a medida impulsionou o resultado do PIB daquele ano em 1%. O economista explica que parte do dinheiro liberado pelo governo Bolsonaro também deve migrar para o consumo e fazer com que as empresas vendam mais e tenham que contratar mais trabalhadores. “A questão agora é se essa medida terá
impacto como em 2017 ou se esse saque limitado vai diminuir o efeito.”
Fonte: Jornal O Popular
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