O ritmo de elevação dos preços na economia registrou desaceleração: o Índice Geral de Preços – Mercado (IGP-M), que em junho registrou variação de 0,80%, subiu 0,40% em julho. Com esse resultado, a taxa acumulada atingiu 4,79% no ano e 6,39% em 12 meses, o que também representa redução em relação ao mesmo período de 2018, em ambas comparações. Vale notar que no ano passado, os preços ao Produtor (IPA) registraram forte alta, refletindo o efeito da greve dos caminhoneiros. Para o ano de 2019, o Boletim Focus do Banco Central aponta projeção de 6,65% para o IGP-M.
A redução no ritmo de elevação dos preços observada em julho decorreu da menor taxa do IPA-M, que passou de 1,16% em junho para 0,40%. No entanto, em 12 meses o IPA-M é o componente do IGP com maior variação, de 7,81%. Na abertura por estágio, a principal influência para o resultado mais elevado vem de Matérias-Primas Brutas, com alta de 17,63% em 12 meses.
O Índice de Preços ao Consumidor (IPC) caminhou em sentido inverso, ao subir 0,16% em julho, depois de apresentar deflação de 0,07% em junho. A principal contribuição para a taxa do mês veio do grupo Alimentação. A variação acumulada do IPC-M atingiu 2,58% no ano e 3,58% em 12 meses.
O INCC-M também aumentou no mês de julho ao passar de 0,44% para 0,91%, registrando crescimento de 2,73% no ano e de 3,95% em 12 meses, ficando abaixo dos resultados do IGP-M.
A taxa mais elevada em julho teve a contribuição do componente Mão de Obra, com variação de 1,63%, ante 0,72% em junho. Nos dois últimos meses, o componente Mão de Obra refletiu os acordos coletivos de Recife e São Paulo. Em 2019, com a inflação ao consumidor maior, os acordos coletivos têm resultado em aumentos salariais superiores ao do ano passado. O INCC-M Mão de obra registra taxa 12 meses de 3,43% ante taxa de 2,37% no mesmo período de 2018.
O componente Serviços teve em julho elevação de 0,20%, a mesma taxa do mês junho e acumula aumento de 4,81% em 12 meses. É o componente com maior taxa 12 meses, o que reflete o aumento das tarifas de ônibus nas capitais.
O componente Materiais e Equipamentos teve variação de 0,04% no mês, abaixo do resultado de 0,09% de junho. Em 12 meses, a variação de 4,51% é inferior à alcançada em 2018, de 6,54%. Eletrodutos de PVC e Tintas lideram o ranking, com variações de 9,69% e 7,90%, respectivamente.
Nessa mesma comparação 12 meses, cimento e vergalhão registram taxas de 0,48% e 2,94%, nessa ordem. Assim, ao contrário do observado no ano passado, em 2019, as variações dos componentes do INCCM se aproximaram, refletindo a alta da mão de obra e a desaceleração dos aumentos dos materiais.
A íntegra da análise mensal do SindusCon-SP e da FGV/Ibre está disponível aqui.
Fonte: SindusCon-SP
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