A recente divulgação, por parte do IBGE, das Contas Nacionais Trimestrais e dos dados da Pnad Contínua, permitiu o cálculo do indicador trimestral de produtividade do trabalho do IBRE/FGV. Os indicadores do terceiro trimestre de 2019 apontaram para uma lenta recuperação do nível de atividade econômica, com crescimento do valor adicionado de apenas 1% em relação ao terceiro trimestre do ano passado, e alta de 0,6% em relação ao segundo trimestre de 2019. Por outro lado, as horas trabalhadas cresceram 1,7%, quando comparado com o terceiro trimestre de 2018.
Uma das formas de se analisar a dinâmica da produtividade é através do crescimento interanual da série. Neste caso, analisa-se a taxa de crescimento de um determinado trimestre em relação ao mesmo período do ano anterior.
A produtividade agregada apresentou queda de 0,7% no terceiro trimestre de 2019, em comparação com o terceiro trimestre de 2018. Este resultado, embora apresente uma melhora em relação ao observado no segundo trimestre de 2019 (queda de 1,6%), que havia sido o pior desde o primeiro trimestre de 2016, ainda é muito negativo, consolidando o quadro de redução da produtividade em 2019.
A análise setorial nos permite verificar que o processo de deterioração observado no desempenho da produtividade ao longo dos últimos anos se espalhou por vários setores da economia.
No terceiro trimestre de 2019, houve crescimento expressivo da produtividade por hora trabalhada na agropecuária, enquanto que na indústria e serviços a produtividade continuou a cair. Na agropecuária, por exemplo, entre o segundo e o terceiro trimestre de 2019, a produtividade por hora trabalhada passou de queda de 1,5% para alta de 4,6%.
A redução de 0,7% na produtividade da indústria fez com que o setor acumulasse a terceira retração consecutiva em 2019. Este desempenho negativo observado nos três primeiros trimestres de 2019 interrompeu uma sequência de doze trimestres consecutivos de elevação da produtividade da indústria.
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Fonte: AbrainC
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