O Ministério da Economia prevê arrecadar R$ 1,7 bilhão com a venda de 907 imóveis em 2020 por conta de uma nova lei que flexibilizou as regras e permitiu ao governo acelerar os leilões. Desse valor, R$ 220 milhões já foram arrecadados com a venda de 177 imóveis, e outros R$ 100 milhões em 109 bens serão colocados à disposição por meio de licitação realizada pelo governo.
Agora, será possível a venda de imóveis da União pela internet, num modelo que substituiu o sistema de certames presenciais.
Na concorrência virtual, serão 109 imóveis em sete estados, a maior parte deles concentrada em São Paulo, Mato Grosso do Sul e Distrito Federal. Há sete imóveis no Rio.
A nova lei, além de permitir a venda de imóveis pela internet, um sistema eletrônico de concorrência prevê a possibilidade de proposta de aquisição de imóveis por particular, um desconto de 25% após um primeiro leilão deserto ou fracassado, venda em lotes e gestão dos imóveis não operacionais do INSS.
No caso de desinteresse de compradores em uma segunda tentativa, a venda poderá ser direta, sem a necessidade de pregão. Também será permitido que corretores particulares trabalhem para concretizar as vendas. A comissão deve ser negociada com o comprador.
- O governo é um grande acumulador de bens. Muitos não têm aplicação social, vão para o abandono ou geram custo para os brasileiros sem dar retorno à sociedade - disse o secretário de Coordenação e Governança do Patrimônio da União, Fernando Bispo.
A expectativa de receitas, porém, está longe do R$ 1 trilhão alardeado pelo ministro da Economia, Paulo Guedes.
Interessados em participar dos certames devem se cadastrar no site do Ministério da Economia (imóveis.economia.gov.br). A ideia é que as concorrências sejam feitas às terças e quintas-feiras a partir de setembro.
Fonte: Portal VGV
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