Índice calculado em setembro pela Associação Brasileira da Indústria de Materiais de Construção (Abramat) aponta crescimento de 4% no faturamento do setor em relação ao mesmo mês do ano anterior e 3,3% em relação a agosto de 2019. Analisando o acumulado de 2019 – janeiro a setembro – o setor tem desempenho 2,0% superior ao mesmo período de 2018. Na comparação dos últimos 12 meses, a indústria de materiais de construção registra crescimento de 1,5%.
O resultado de setembro reflete ainda um desempenho relevante das vendas no segmento de varejo a despeito do segmento de obras imobiliárias e infraestrutura. A perspectiva, no entanto, melhora para o médio prazo. “O setor imobiliário apresentou crescimento recente nos indicadores de lançamentos e vendas de imóveis na planta em algumas praças do país. Isso deverá alavancar vendas de materiais de construção no próximo ano nessas regiões específicas”, ponderou Rodrigo Navarro, presidente da Abramat.
Quanto às vagas de emprego, o resultado observado em 2019 segue estável. Entre julho e setembro, foi observado variação ligeiramente negativa de -0,3%. No mês de setembro a variação foi nula em relação a agosto e 0,5% negativa em relação a setembro de 2018.
“Observamos que a retomada do setor tem tido um ritmo contido, mas isso já era esperado. O varejo já vinha aquecido desde o ano passado, o mercado imobiliário, ainda que regionalmente, volta a dar sinais positivos. Resta às obras de infraestrutura uma perspectiva mais concreta de execução, o que traria ganhos não só para a indústria de materiais, como para o país em termos gerais. Acreditamos que isso acontecerá após o encaminhamento das reformas atualmente em discussão. O importante é conseguirmos um novo resultado positivo para o setor neste ano, conferindo sustentabilidade para o movimento de recuperação iniciado em 2018”, destaca Navarro.
A Abramat acompanha desde 2004 o crescimento da Construção Civil no país, atuando como interlocutora do setor junto ao Governo e demais agentes da cadeia produtiva. A entidade conta atualmente com mais de 40 empresas associadas e aproximadamente 300 fábricas situadas em todas as regiões do país. Para a elaboração de seus relatórios são utilizados dados oficiais disponíveis, pesquisas com associados, análise interna da equipe e metodologia FGV desenvolvida para a entidade.
Fonte: SindusCon-SP
Publicações relacionadas
Em entrevista ao portal, presidente da Ademi-GO afirma que força do agro impulsiona mercado e consolida capital como polo estratégico do interior do país
Em reportagem do portal Radar Imobiliário, presidente da Ademi-GO destaca potencial do setor goiano para liderar transformações sustentáveis
- Pelo segundo ano consecutivo, Goiânia vende mais de 8 bilhões de reais em imóveis, apesar das taxas de juros elevadas; - Redução das taxas de financiamento imobiliário dos grandes bancos, instabilidades políticas e do mercado de capitais devem ter impactos positivos em 2026 e aumentar a procura por imóveis dos consumidores e investidores; - Pressão nos custos de produção, intensificação da demanda e impactos da reforma tributária tendem a fomentar aumento no preço de imóveis, indica Ademi-GO; - Perspectivas indicam grande aumento na demanda por lançamentos de produtos do MCMV em 2026;
Primeiro encontro do ano reuniu especialistas e profissionais do setor para discutir aspectos jurídicos e práticos da atividade de incorporação imobiliária