Nos três primeiros meses do ano, a Caixa Econômica Federal teve um lucro líquido contábil de R$ 3,92 bilhões. O valor é cerca de 23% superior ao mesmo período do ano passado. O lucro do banco pegou de surpresa até o presidente da instituição, Pedro Guimarães.
Por outro lado, o Banco reduziu a carteira de crédito em 1,2% no primeiro trimestre do ano, acumulando uma queda de 2%, nos últimos 12 meses.
O que mais puxou a queda na carteira de crédito foram os empréstimos para médias e grandes empresas, uma redução de 25% e relação ao último trimestre de 2018.
Já o crédito consignado para pessoa física cresceu 17%, neste mesmo período.
O presidente da Caixa destacou que a estratégia do banco é aumentar a oferta de créditos consignados e outros voltados à habitação, além de reduzir os empréstimos para médias ou grandes empresas.
Pedro Guimarães destacou que o impacto no balanço do banco, do pedido de recuperação judicial da empreiteira Odebrecht, deve ser nulo ou residual. Segundo ele, a Caixa já separou recursos para absorver perdas com a Odebrecht e outras empresas.
O total da dívida da Odebrecht chega a R$ 83 bilhões e um dos principais credores da empreiteira é a Caixa Econômica Federal.
Presidente da Caixa diz que resultado do trimestre é "surpreendente"
O lucro líquido de R$ 3,92 bilhões registrado pela Caixa Econômica Federal no primeiro trimestre de 2019, valor que corresponde a um crescimento de 23% na comparação com o primeiro trimestre de 2018, foi, segundo o presidente do banco, Pedro Guimarães, “surpreendente”.
O resultado, obtido graças ao aumento de receitas e à redução de despesas, não era esperado porque, de acordo com Guimarães, o banco ainda passava por reestruturação durante os dois primeiros meses do ano.
“Nem eu esperava esse resultado, porque em janeiro e fevereiro estivemos em reestruturação”, disse, ao divulgar o balanço trimestral, que apresentou redução de 24,4% nas despesas de Provisão para Devedores Duvidosos de R$ 2,8 bilhões no primeiro trimestre de 2019, e aumento de 2,3% nas receitas de prestação de serviços, que chegaram a um total de R$ 6,5 bilhões até março.
Guimarães anunciou que o banco devolverá, até o final de julho, R$ 7 bilhões ao Tesouro Nacional, valor relativo aos empréstimos obtidos pelo banco junto ao órgão. A ideia é chegar a R$ 20 bilhões até o final do ano, amenizando consideravelmente a dívida de R$ 40,2 bilhões que o banco tem com o Tesouro. Em 12 de junho, a Caixa anunciou a devolução de R$ 3 bilhões ao Tesouro Nacional.
Fonte: Agência Brasil
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