John, Ivonete e José. São brasileiros como eles que começam a fazer a economia se recuperar. O aumento do consumo das famílias tem agitado os corredores de um supermercado. “Quanto mais movimento, o tempo passa mais rápido”, diz uma cliente do mercado.
Mais gente comprando, mais gente trabalhando. John Webert, entregador, foi do Rio Grande do Norte para São Paulo em busca de emprego. Conseguiu uma vaga com carteira assinada há quatro meses. “No momento, estou trabalhando para me reerguer. Comprar todo o material da minha casa, futuramente trazer novamente meu filho para cá para perto de mim”, explicou.
Ivonete Maria da Silva, operadora de caixa, chegou a ficar quatro anos sem emprego com carteira assinada. Com o registro, ganhou mais segurança para voltar a consumir. “Fiz faxina, vendi bala na rua, mas depois eu consegui aqui e melhorou bastante. A minha geladeira é cheia, claro, carteira assinada, trabalhando e graças a deus tem dado certo”, contou.
O resultado desse consumo maior das famílias é visível nas ruas de São Paulo. Com a queda do custo do financiamento imobiliário, os canteiros de obras se multiplicam. Já é possível ver empreendimentos sendo erguidos. Um prédio comercial e outro residencial que já está quase pronto.
Foi o setor imobiliário que impulsionou a construção civil. Com as obras públicas paradas, é o investimento privado que tem dado fôlego para a construção, um dos destaques do último trimestre. Foi esse setor que recebeu quase a metade dos investimentos nesse período, com crescimento de 1,3% na comparação com o trimestre anterior, uma melhora que tem efeitos diretos e indiretos em vários outros setores, diz o economista.
“Se cresce a produção de cimento, areia, você emprega já nessa produção. Isso você movimenta o setor de transportes, porque você tem que mexer com caminhões para fazer toda a logística. À medida que a gente vê sinais consistentes de melhora em toda a cadeia, a gente consegue ver um futuro um pouco melhor para esse setor”, explicou o economista Thiago Xavier.
Um futuro já cheio de planos para José Osmar, almoxarife da obra, que voltou a trabalhar na construção civil. “Pretendo entrar no segmento da construção mesmo, engenharia civil. E faculdade, se deus quiser”, disse.
Fonte: Jornal Nacional/G1
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