A taxa de desocupação do país ficou em 12% no trimestre terminado no mês de junho, 0,7 ponto percentual abaixo da registrada no último trimestre. E a população ocupada cresceu 1,6%.
Pela primeira vez em cinco anos, foi registrado aumento do número de empregados no setor privado com carteira assinada, mas ao mesmo tempo, o número de empregados sem carteira bateu recorde no país e também o de trabalhadores por conta própria.
Os dados são da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Continua, a Pnad Continua, divulgados nesta quarta-feira (31) pelo IBGE.
O aumento dos empregados no setor privado com carteira de trabalho assinada foi de 0,9% em relação ao trimestre anterior e de 1,4% em relação ao mesmo período do ano passado. Já o crescimento dos empregados sem carteira foi de 3,4% na comparação trimestral e mais de 5% na comparação anual.
O número de trabalhadores por conta própria chegou a 24,1 milhões, um crescimento de mais de 5% em relação ao mesmo trimestre do ano passado. Também continua alta a taxa de subutilização, que se manteve estável em 24,8%. Fazem parte da população subutilizada aqueles que trabalham menos horas do que gostariam, os que estão desocupados e aqueles que fazem parte da força de trabalho potencial, mas que não estão procurando trabalho por desalento ou outra condição impeditiva.
O coordenador de Trabalho e Rendimento do IBGE, Cimar Azeredo, destaca que por conta desse quadro de alta informalidade e subutilização, ainda não é possível falar em uma virada do mercado de trabalho brasileiro.
Ele destaca que é preciso observar se a informalidade vai ceder nos próximos trimestres. A taxa de desalentados, aqueles que desistiram de procurar trabalho, continua sendo recorde, de 4,4%.
Os subocupados por insuficiência de horas atingiram 7,4 milhões, um crescimento de 8,7% em relação ao último trimestre e de quase 14% na comparação anual.
A indústria foi responsável pela geração de cerca de metade dos empregos com carteira assinada, 146 mil postos.
O setor de administração pública, defesa seguridade social, educação, saúde humana e serviços sociais foi o segundo a mais gerar empregos com carteira.
Fonte: Rádio Agência Nacional
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