No Brasil, as estimativas de incidência de câncer de mama para o ano de 2019 são de 59.700 casos novos, o que representa 29,5% das neoplasias em mulheres, excetuando-se o câncer de pele não melanoma. Os números são do relatório “A situação do câncer de mama no Brasil” elaborado pelo Instituto Nacional do Câncer (Inca) e divulgado neste mês do Outubro Rosa. O documento também revela que em 2016 foram registrados 16.069 óbitos por câncer de mama em mulheres, o que representa uma taxa bruta de mortalidade de 15,4 óbitos por 100 mil mulheres. As maiores taxas foram observadas nas Regiões Sul e Sudeste do Brasil, respectivamente com 19,3 e 18,5. Este é o tipo mais comum de câncer no Brasil, e o que mais mata mulheres no país.
Segundo a Sociedade Brasileira de Mastologia, 95% dos casos da doença têm chances de cura, se detectado no começo, por isso importância dos exames anuais feitos pelas mulheres e a ampliação da rede de diagnóstico para a doença. A enfermeira Nara Borges, especialista em obstetrícia, enfermagem do trabalho, saúde pública e estratégias de saúde da família, reforça que “infelizmente, a maioria das mortes por câncer de mama acontece por conta de um diagnóstico tardio”.
À convite do Seconci Goiás (Serviço Social da Indústria da Construção), Nara irá ministrar 13 palestras que serão realizadas em canteiros de obras de Goiânia e em sede administrativas de construtoras ao longo deste mês. A ação, que faz parte do projeto “Outubro + que Rosa”, do Seconci, será destinada a mulheres que trabalham nesses locais e também aos homens, para que sirvam de multiplicadores das orientações que serão passadas pela especialista.
“Apesar do setor da construção ter em seus canteiros uma maioria de homens, o público feminino vem crescendo nos últimos anos, sendo também presente. Além disso, nossa iniciativa beneficia as esposas e filhas dependentes dos profissionais de empresas associadas ao Seconci e todo o seu ciclo familiar e de amizade, uma vez que são estimulados a multiplicar as informações recebidas”, destaca o presidente do Seconci Goiás, Célio Eustáquio de Moura.
Nara Borges explica que uma das principais barreiras para que as mulheres encarem um tratamento contra o câncer de mama é o risco da perda da feminilidade e da autoestima. Porém, a especialista destaca que, com a evolução das tecnologias e técnicas cirúrgicas, hoje os tratamentos são menos agressivos e hoje há a lei que garante à mulher o direito à reconstrução mamária para aquelas que passaram por mastectomia, procedimento oferecido inclusive pelo Sistema Único de Saúde (SUS).
Segundo a especialista, cerca de 30% dos casos de câncer de mama podem ser evitados e os outros 70% dos casos deveriam ter diagnóstico precoce, evitando assim os índices de mortalidade e morbidade. “A prevenção acontece por meio da adoção de hábitos saudáveis como praticar atividade física; alimentar-se de forma saudável; manter o peso corporal adequado; evitar o consumo de bebidas alcoólicas; etc.”, destaca Nara Borges.
Sobre o Seconci Goiás
Seconci Goiás - Serviço Social da Indústria da Construção no Estado de Goiás é uma Associação Civil autônoma sem fins lucrativos, mantida e administrada pelas empresas da construção, que visa atender os trabalhadores do setor e seus familiares no âmbito social, da saúde e segurança do trabalho, além de contribuir para a atuação socialmente responsável das organizações e com a comunidade goiana. Hoje, aos 28 anos, o Seconci Goiás possui mais de 200 empresas associadas e realiza aproximadamente 7.000 atendimentos ao mês, propiciando uma melhor produtividade nos canteiros de obras.
Fonte: Assessoria
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