O desejo de comprar um novo imóvel não foi suprimido pela pandemia do novo coronavírus. A Datastore Series de julho, uma das mais importantes análises de dados do mercado imobiliário, mostrou que cerca de 11 milhões de famílias brasileiras pretendem comprar um imóvel nos próximos 24 meses. Outro relevante dado deste segmento foi levantado pelo portal de vendas OLX, que entrevistou seus usuários no início de julho e constatou que, para 60% deles, a vontade de achar um novo imóvel permaneceu igual ou aumentou durante a pandemia.
Para atender esta demanda de forma rápida e prática e ao mesmo tempo diminuir os riscos de exposição à Covid-19, imobiliárias, incorporadoras e construtoras estão apostando corrida em busca de tecnologias de imersão e apresentação digital de imóveis novos, usados e até mesmo aqueles que ainda estão na planta.
O Grupo ZAP foi um dos pioneiros a analisar a influência da Covid-19 no mercado imobiliário e em uma ampla pesquisa conduzida em junho mostrou que os profissionais deste setor passaram a adotar com mais intensidade medidas para auxiliar a busca por parte do consumidor. As três medidas mais buscadas foram: em primeiro lugar, utilização de fotos profissionais dos imóveis nos anúncios em sites e portais (56%), seguida de contato com o corretor via vídeo (51%) e por fim a transmissão de visitas aos imóveis via ferramentas de vídeo (47%).
Para especialistas deste segmento, o futuro está em experiências imersivas dentro desses imóveis, em especial as ferramentas de tour virtual. A tecnologia permite que, através da captura de imagens em 360° de imóveis prontos e de projetos, clientes possam observar todos os detalhes de um espaço, substituindo visitas presenciais.
“Estamos falando de um mercado de quase oito milhões de imóveis prontos anunciados no Brasil, e menos de 1% deles usa tours virtuais. Para os que estão na planta, diria que metade já adotou essa tecnologia”, explica Francisco Toledo, CEO e fundador da iTeleport, uma das 29 startups brasileiras que estão trabalhando para oferecer ferramentas digitais de imersão para este mercado, que incluem visualizações de imóveis tanto em desktop, quanto em smartphones e também com o auxílio de óculos de realidade aumentada.
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Fonte: Gazeta do Povo
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