Na manhã de quinta-feira (8/8), o economista-chefe do Sindicato da Habitação de São Paulo (Secovi-SP), Celso Petrucci, expôs os resultados de lançamentos e vendas de imóveis novos em junho no município de São Paulo, além de dados do primeiro semestre do ano. Houve significativa alta nos dois índices.
As vendas de imóveis residenciais novos na capital paulista em junho de 2019 foram de 6.319 unidades, montante 176% maior do que no mesmo mês do ano passado. No acumulado dos últimos 12 meses até junho, as vendas de moradias totalizaram 36.673 unidades, um crescimento de 32,2% em comparação com as vendas nos 12 meses anteriores.
Os empreendimentos lançados em junho responderam por 9.415 unidades, um salto de 218,8% em comparação com o mesmo mês de 2018. E no acumulado dos últimos 12 meses até junho, os lançamentos foram de 46.976 unidades, uma expansão de 46,2% frente aos 12 meses anteriores.
As vendas e os lançamentos revelados pela pesquisa do Secovi-SP podem ser considerados fortes.
As vendas de 6.319 unidades em junho deste ano superaram até o resultado de dezembro de 2018 (5.204), que costuma ser o mês mais forte do ano para a comercialização de apartamentos. Além disso, as vendas deste mês foram 110,8% maiores do que a média de vendas na cidade em 12 meses, que foi 2.997 unidades.
Segundo o Secovi-SP, a inflação controlada e o encaminhamento da reforma da Previdência no Congresso agregaram fatores positivos que permitiram às empresas lançar novos projetos com maior segurança, ampliando o volume de vendas.
Os lançamentos no acumulado em 12 meses até junho de 2019, no montante de 46,9 mil unidades, foram o recorde da série histórica do Secovi-SP, iniciada em 2004. O pico anterior havia ocorrido em junho de 2008, com 42,6 mil.
Após o pico de lançamentos e vendas no meio do ano, Petrucci acredita que os negócios voltarão para um patamar mais próximo da média histórica daqui para frente. “A consistência do começo de ano vem se consolidando. Junho foi fora da curva, mas o mercado mostrou que está firme”, sintetizou.
Celso Petrucci destacou também a importância do Minha Casa Minha Vida (MCMV) para o mercado imobiliário. Segundo ele, 37% dos lançamentos foram enquadrados no programa no primeiro semestre.
Petrucci disse também esperar que os saques liberados do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) não comprometam os recursos para financiamento do MCMV. “As faixas 1,5, 2 e 3 são os segmentos que têm movimentado o mercado. Já a faixa 1 depende de recursos do Tesouro Nacional, que estão escassos devido à crise fiscal”, concluiu.
O Secovi-SP é uma das 92 entidades associadas à Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC). Celso Petrucci é vice-presidente de Indústria Imobiliária da CBIC.
Fonte: Agência CBIC
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