A partir da última segunda-feira (26), financiamentos habitacionais pela Caixa Econômica Federal (CEF) poderão ter o saldo devedor atualizado pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), ou seja, o índice da inflação. Antes, a Taxa Referencial (TR) era a alternativa.
Segundo a Caixa Econômica Federal, atualmente, a taxa mínima é composta pela TR + 8,5% ao ano e a máxima, pela TR + 9,75%. Com a nova alternativa, a taxa mínima será de IPCA + 2,95% ao ano e a máxima, do IPCA + 4,95%. Roberto Elias Fernandes, presidente da Associação das Empresas do Mercado Imobiliário de Goiás (Ademi-Go), acredita que com essa mudança, o preço de uma prestação de cerca de R$ 3 mil, pode cair para pouco mais de R$ 2 mil. “Para o consumidor significa, de imediato, uma prestação menor”, calcula.
A utilização do IPCA vale apenas para novos contratos de financiamento de imóveis residenciais, os antigos ficam de fora. O imóvel não pode ultrapassar o valor de R$ 1,5 milhão.
A alteração vale para imóveis enquadrados no Sistema Financeiro da Habitação (SFH) e no Sistema Financeiro Imobiliário (SFI). "Essa mudança vai trazer facilidade também para a Caixa Econômica Federal, que vai poder vender parte desses créditos de uma maneira mais fácil, e, assim, injetar mais recursos no mercado imobiliário", explica o presidente da Ademi.
Ao anunciar a alternativa de financiamento imobiliário com atualização pelo IPCA, o presidente da Caixa Pedro Guimarães classificou essa medida como uma revolução. A Ademi e representantes de incorporadoras concordam. Acreditam que com isso vai haver crescimento de 50% no número de novos lançamentos e de venda de imóveis e, consequentemente, geração de mais empregos na construção civil, o que ajuda a movimentar toda a economia.
Ademar Moura, gerente comercial e de marketing da EBM, avalia que essa mudança traz ainda mais alento para o mercado imobiliário, que já experimentou um crescimento expressivo no primeiro semestre, e deve crescer ainda mais.
“A partir do momento que a gente vende mais, a gente bota mais produtos na prateleira, e vai ter mais obras, gera mais empregos. É um ciclo muito positivo e a gente vem percebendo essa mudança, essa crescente no mercado imobiliário, desde o fim do ano passado”, conclui.
Confira aqui a reportagem de Silas Santos
Fonte: Sagres Online
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